
Fabulo Fernando de Souza
"Nos queremos restaurar o horto municipal, a única área verde que a gente tem na cidade. Antes a comunidade não se interessava porque a manutenção do parque não saía do bolso dela. Agora, a gente tá tentando fazer os moradores contribuírem na restauração; assim eles vão dar mais valor ao patrimônio.
Nós conseguimos parceria com a prefeitura e estamos pedindo material nas lojas de construção. Me sinto importante porque estou fazendo as coisas acontecerem. O SuperAção dá responsabilidade, paciência e te faz prezar a convivência, na rua, na escola e em casa. Eu agora penso se as minhas ações vão beneficiar só a mim ou também a quem vive ao meu redor. Antes eu jogava papel na rua, subia nas árvores, quebrava galho.
Hoje sei que o meio ambiente vive muito bem sem a gente, mas a gente não vive sem ele. Por isso temos que preservar. Por causa do projeto tivemos que fazer pesquisa, conhecer a biodiversidade do local e isso engrandeceu muito o nosso trabalho. Hoje eu valorizo mais o aprender, o estar atento, curioso. Você tem que tá por dentro das coisas por que senão você fica pra trás. Em todos os momentos do vida você aprende, errando e acertando. Aprendi a ver o lado bom das coisas. Se eu pensar que as coisas vão dar certo, elas dão. Se eu pensar que vai dar errado, tem mais chance de dar errado.
No SuperAção você aprende muito, sobre a gente e sobre os outros. O Programa pega o jovem numa fase importantíssima, fase de fazer escolhas. Quando me chamaram para o Game, eu pensei que eu ia lá pra brincar, jogar videogame. No primeiro encontro ninguém gostou. Mas na hora que você entra num projeto e vê as coisas darem certo, você supera tudo. Quem passou pelo Game, com certeza sabe o que vai fazer no mundo lá fora.
O jovem é mobilizador e o diretor, os professores, precisam explorar mais isso dos alunos. Muitas pessoas dizem que eu tô diferente. Agora eu tenho que dar exemplo, porque na minha equipe, na escola, tão olhando pra mim. O jovem é ação. Tem que planejar, tem que pôr no papel, tem que fazer? A gente faz. A ação que tá no papel, o vento pode levar. Mas a ação na vida real, ninguém leva".
Fabulo Fernando de Souza
17 anos – Diretoria de Ensino de Assis – São Paulo
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