Francine Aparecida André

“Eu sempre quis fazer alguma coisa diferente, sair da rotina, fazer algo pra poder ajudar, mas eu não sabia como. Foi quando o diretor da escola apresentou o SuperAção pra gente e eu acabei entrando pro Programa. Entrei em 2003 como gamista, num projeto para cuidar dos filhos dos vendedores da feira de bordado da minha cidade e nunca mais parei. O Programa promoveu uma interação total entre alunos e os professores e hoje o ambiente escolar respira SuperAção. Neste ano, realizamos o projeto ‘Ponta a Ponta’, que mobilizou todas as escolas da cidade, para que nenhum game perdesse a força. Arrumamos as escolas, demos uma chacoalhada em quem estava desanimado. E seguir o tema da leitura foi fundamental porque uniu ainda mais as escolas, que acabaram trocando experiências e enriquecendo as bibliotecas. O que eu mais aprendi com este projeto foi  deixar de ser egoísta com a leitura. Porque eu sempre li para mim, não comentava sobre o que eu lia, não fazia propaganda. Agora eu me considero uma propagadora de livros, porque mal termino de ler e já saio falando sobre ele pra todo mundo!  Minha escola teve uma grande conquista este ano: agora todos os alunos podem usar a biblioteca! É que antes a bibliotecária era muito rígida com os livros e não deixava a gente usar muito. Teve um dia em que até ela escondeu os livros de educação sexual, para que os alunos não ficassem fazendo brincadeiras! Depois que ela conheceu o projeto, foi amolecendo com a gente e agora já está super ligada no programa, deixa os alunos verem todos os livros e nos ajudou a criar a sala Millôr Fernades, que é um cantinho de leitura. Despertar a leitura e ativar a biblioteca são coisas que nem dá pra dizer o valor, porque foram nossas maiores conquistas. Nós espalhamos cantinhos de leitura pela escola toda, com gibis e revistas pra ir incentivando o pessoal a ler. E o resultado foi muito bom, porque nossa biblioteca vive cheia.  São ações como estas que me fazem ver que nós, jovens, temos muita força. Só precisamos acreditar que podemos fazer, que somos capazes e colocar a mão na massa. Eu já me surpreendi muito vendo os meus jovens, que é como eu chamo todos eles, nos games. Porque eles usam termos que não usavam antes, falam de valores que antes eram desconhecidos. Hoje não me surpreendo mais porque eu sei que eles são capazes de muito mais. Eu fico é muito feliz, porque é isso o que o SuperAção faz com a vida da gente: muda tudo. Me sinto honrada por ver que eu faço parte desta história de sucesso. Ver os meus jovens atuando sozinhos, crescendo e felizes é o que me faz seguir cada vez mais adiante hoje.”


Francine Aparecida André – 21 anos
E.E. Profª. Josepha Maria de Oliveira Bersano – Ibitinga
Atua como educadora universitária